Colunas
Olho e Câncer
Maristela Amaral Palazzi
O olho pode refletir o que ocorre em outros órgãos ou sistemas do organismo. Doenças como o diabetes mellitus, a hipertensão arterial e também o câncer podem ser diagnosticados através do exame ocular.
O olho pode ser sede de vários tipos de tumor, benignos e malignos, tanto na criança quanto no adulto. Existem tumores que se desenvolvem na superfície externa do olho (conjuntiva) enquanto outros ocorrem nas camadas internas (retina e úvea) e não são visíveis a não ser através do exame oftalmológico cuidadoso.
Alterações genéticas associadas a fatores ambientais atuam de modo somatório para o desenvolvimento de muitos desses tumores.
Entre os tumores malignos mais comuns estão o retinoblastoma (na criança), o melanoma e o os tumores metastáticos (no adulto).
As metástases são sementes provenientes de um tumor primário (de orgãos como mama, pulmão, tireóide, próstata, entre outros) e que são levadas a outro órgão (por exemplo, o olho) pela corrente sanguínea, onde se alojam e crescem dando origem a um novo foco tumoral que precisa ser identificado e tratado prontamente.
O diagnóstico precoce de qualquer tumor é uma condição que favorece o sucesso do tratamento, na maioria dos casos. Assim sendo, um exame oftalmológico cuidadoso deve ser realizado após a descoberta de um câncer. Outro motivo para tal reside no fato de que vários quimioterápicos utilizados no tratamento do câncer podem causar efeitos colaterais envolvendo o olho. Em geral, causam distúrbios oculares ou visuais transitórios mas incomodativos, como: embaçamento visual, ressecamento da córnea e sensação de corpo estranho, conjuntivite, lacrimejamento excessivo, entre outros transtornos que podem ser minimizados pela intervenção do oftalmologista.
Na atualidade, a maioria dos tumores oculares pode ser tratada com sucesso pelo emprego do LASER, sondas de congelamento, técnicas especiais de radioterapia e quimioterapia, preservando o órgão e sua função.
É importante salientar que os exames oftalmológicos indicados não são invasivos e têm alta capacidade diagnóstica.